Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."

Não se Faz

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Não se Faz

Tinha a blusa
Um tom doirado
E, por baixo dela,
Um seio perfeitamente desenhado.
Era um prazer
E um espetáculo deleitoso.
Uma impertinência
De teu seio generoso.
Acordou-me emoções.
Despertou-me sentidos.
E vi na displicência
De teu seio
O fim e o meio,
Os homens felizes e os perdidos.
Provocavas e não sabias
Ou, sabendo, não querias
Ser ostensiva
Na ostentação.
Tinha o teu seio, por forma,
O côncavo da minha mão.
E olhou para meus olhos
Que lhe retribuíram o olhar.
Bailou no brilho deles
Enquanto lhe foi permitido bailar.
Vá lá,
Não me provoques
Que sou fraco
E facilmente me tento.
Guarda, com jeitinho, o teu seio.
Arrecada-o,
Mete-o para dentro.
E deixa meus olhos em paz
Que um seio tentado-me,
Assim, a alma,
É coisa que não se faz!

jpv

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Autor: mailsparaaminhairma

Desenho ilusões com palavras. Sinto com palavras. Expresso com palavras. Escrevo. Sempre. O resto, ou é amor, ou é a vida a consumir-me! Há tão poucas coisas que valem a pena um momento de vida. Há tão poucas coisas por que morrer. Algumas pessoas. Outras tantas paixões. Umas quantas ilusões. E a escrita. Sempre as palavras... jpvideira https://mailsparaaminhairma.wordpress.com

Este é um blogue de fruição do texto. De partilha. De crítica construtiva. Nessa linha tudo será aceite. A má disposição e a predisposição para destruir, por favor, deixe do lado de fora da porta.

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