Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Leituras

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Uma amiga do coração perguntou-me recentemente o que andava a ler. Não podia ser mais honesto. Falei-lhe do livro que me tem devorado os minutos dos últimos serões. “Três Homens num Barco” de Jerome K. Jerome é um texto divertidíssimo, capaz de animar qualquer espírito e é, sobretudo, uma esplêndida sátira social. O autor é também o narrador e uma das personagens centrais da ação: uma viagem de barco empreendida por três amigos burgueses que, fartos de fazer nada, decidem ir fazer um pouco mais de nada para o Tamisa dentro de um barco…

Se puderem, depois de terminarem “A Paixão de Madalena”, comprem este, peçam emprestado, façam como quiserem, mas não deixem de ler!

jpv

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2017

2017

Não há resoluções de ano novo. Esperanças ténues, talvez. Dessas que nos entusiasmam devagarinho, como quem desconfia. Publicar outro romance… terminar mais um… amar sem restrições e comer com elas enquanto me lembrar de que sou mortal.

Não quero muito, não peço muito. Tudo basta-me. Estou cada vez mais convencido de que sem mim não existe mundo, nem céu, nem terra, nem mar, nem livros a folhear, nem golos no último minuto, nem corpos a desbravar, nem conversas a incendiar. E não é um pensamento egotista, assim como quem se arroga a dar sentido à existência das coisas. É mesmo a simples e humilde constatação de que a minha existência dá vida ao cosmos… para mim! Mais do que isto é ir pelas certezas divinas e transmateriais da alma em espaços paralelos. Creio em Deus Todo-o-Poderoso? Claro. E pratico. Mas até Deus morre para mim no momento em que partir. Ou ficar.

Não há resoluções de ano novo. Exceto uma. Ainda mais escrita de caneta a roçar no papel, quase a rasgá-lo de emoção e cafés quentes na mão e cada vez menos digital. Cá virei para vos mostrar o que nasceu do namoro entre a caneta e o papel. Mas não me peçam “Gostos” e “Adoros” e polémicas acesas acerca de coisa nenhuma. Não é nada convosco. Sois espetaculares. Tendes uma paciência de santo… É só que preciso de mim um poucochinho mais… e estou cansado… preciso de menos urgências e mais paciências. Menos causas e mais atos. Preciso reunir-me e reencontrar-me. E publicar um romance e terminar o outro.

E depois… depois tenho um filho a ser homem e vê-lo crescer dá muito trabalho e leva muito tempo. Um neto é que era. Mas, para resolução de ano novo, falta-me em capacidade do que quer que seja o que me sobra em ânsias e desejos… um neto é que era… O miúdo voou. Foi ter vida e fazer coisas e conquistar mundos e amar e desamar e… eu, que lhe dei as asas, fico aqui, perdido, com pena de o ver voar. E nem sei porquê. Porque me faz falta. Sempre fez…

A minha mãe… a minha mãe que, sem saber se poderia cumprir a promessa, um dia me prometeu que não me deixaria ir à tropa, é que tinha razão. A dizer-me que eu daria as suas passadas e sofreria de dores como as suas.

E pronto, fica prometido. Mais caneta e odor a papel. Menos digital. E quanto ao resto, seja o que Deus quiser!

Bom ano, amigos!

João Paulo Videira


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“A Paixão de Madalena” na Feira do Livro da EPM-CELP.

Depois da apresentação, a Escola Portuguesa colhe também “A Paixão de Madalena” na Feira do Livro que começa amanhã.

Um evento a não perder por muitas razões e… mais esta.

Imagens da apresentação de “A Paixão de Madalena” na EPM-CELP .


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Um Momento Mágico!

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O mínimo que pode dizer-se da apresentação de “A Paixão de Madalena” na Escola Portuguesa de Moçambique, esta tarde, é que foi um momento mágico!

Pedi à minha querida amiga, Olga Pires, que lesse e apresentasse o romance. Ela organizou uma sessão com leitura de excertos por alunos seguida de perguntas sobre as diversas temáticas que o romance aborda, em particular, aquilo a que a Olga chamou de “quebrar tabus”.

Claro que me senti confrontado, mas adorei a experiência e penso que a apresentação foi uma excelente e inteligentíssima promoção do livro e da leitura em geral.

Renovo o meu agradecimento à Direção e ao Centro de Formação da EPM-CELP, aos alunos que estiveram brilhantes, aos amigos, familiares, colegas e leitores que compareceram e, de novo, porque nunca será suficiente, à Olga Pires pelo carinho e pela sensibilidade que colocou na organização da apresentação.

O livro está à venda no Centro de Formação da Escola Portuguesa de Moçambique e em breve estará nas livrarias de Maputo. Quando tal acontecer, farei publicitação.

Muito Obrigado
João Paulo Videira

Um abraço especial ao Pedro Andrade que tirou e gentilmente cedeu a foto.


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Alô Maputo! É já amanhã!

Alô Maputo! É já amanhã!
 
Quarta feira, 16 de novembro, 16:30h, Auditório Carlos Paredes da Escola Portuguesa de Moçambique, apresentação do romance “A Paixão de Madalena”.
 
Evento aberto ao público em geral. Vem e traz um@ amig@!
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“A Paixão de Madalena” chega a Maputo.

Alô Maputo!
 
Na próxima quarta feira, 16 de novembro de 2016, pelas 16:30h, no auditório Carlos Paredes da Escola Portuguesa de Moçambique, realizar-se-á uma sessão de apresentação do romance “A Paixão de Madalena”.
 
A Olga Horacio Pires amavelmente aceitou o convite para apresentar o romance. Obrigado Olguinha!
 
Estão todos convidados! Claro!

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Uma Zanga e uma Citação

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A escrita é tramada. Zanguei-me com ela. Zanga antiga de dedicar-me sem medida e não receber em troca a mesma atenção. Zanga antiga de procurar a qualidade, mas andarem textos andrajosos de mão em mão. Que me divorciava, que não escrevia mais, que tinha por vendidos um punhado de livros entre familiares e amigos, que não era vida de escritor este dar sem receber. E mordia-me os calcanhares da mente a história daquele tipo que publicou catorze romances inteiros em doze anos, todos feitos de páginas às centenas e capas rebrilhando nos escaparates. E eu aqui, tecendo e destecendo, qual Penélope das palavras, amanhando investigações, enjeitando umas frases e erguendo outras à luz cristalina de meus dias não mais que um romance a cada par de anos vencido. Mas a Escrita é amante caprichosa. Que não, não haveria partilhas, que o casamento seria para sempre, que teria de continuar a suportar-lhe os trejeitos de dama que subjuga o coração de quem a ama e ela me suportaria os dias em branco, as linhas riscadas, as páginas desconseguidas… Mas não, homem que é homem, por macho ser, leva  a sua adiante, e vai de depor as armas e arrumar as canetas e esconder os cadernos e comprar livros e ler. Seria leitor por vingança de não ser lido. O primeiro sinal de recaída foi um caderno em branco de capas acastanhadas e gravadas de palavras no exterior. E lá dentro, nada. E depois um outro, discreto, com uma fitinha de marcar páginas e limites. E depois uma caneta. Coisa imperdoável de se desperdiçar ali, na montra, a olhar. E assaltou-me, à traição, uma personagem, e invadiu-me a imaginação uma história e entre a verdade esfumada na pobreza da memória e a vívida clareza dos momentos a perpetuar, sentei-me a rabiscar. E a zanga cá andava no peito a perder terreno para o entusiasmo desta nova história que chegou calma, tranquila e sem pressa. Assim começa: “Quando nasceu, Indesejada da Conceição Nhaca, não soube, não poderia ter sabido, que viera a este mundo para ser emigrante em sua própria terra, estranha no chão que a ouvira chorar pela primeira vez, despojada dos afetos, filha da miséria. Mas não foi isso o pior que a vida lhe reservou.”

João Paulo Videira 


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Opinião: “A Paixão de Madalena”

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Amigos, eis a opinião da leitora Graça Fernandes que teve a generosidade e a gentileza de a partilhar connosco.

“Terminei com alguma dificuldade, porque não queria despedir-me desta história apaixonante que nos fala de liberdade, amor e sobretudo de laços inquebráveis.
Este livro é tão bom que apetece ler e reler várias vezes.
Não há como não nos apaixonarmos por estas personagens tão intensas e surpreendentes.
Nunca vi ninguém escrever tanto e tão bem 🙂
Os meus parabéns e que venha logo o próximo romance.”

 

Muito obrigado, Graça… a sua generosidade deixa-me sem palavras. Escrevo para contar histórias e com elas tocar as pessoas. Quando tenho o privilégio de saber que isso aconteceu, a alma comove-se. Estou-lhe muito grato por estas palavras!

Um beijinho, João Paulo Videira


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As Faces de Marisa sobre “De Negro Vestida”

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A Bloguer Marisa Luna, autora do blogue “AS FACES DE MARISA”, que já havia lido e produzido um texto crítico sobre o nosso segundo romance, “A Paixão de Madalena”, foi à procura do primeiro, “De Negro Vestida”, leu-o e surpreendeu-nos hoje com uma recensão que, além da generosidade no elogio, demonstra um profundo conhecimento da obra.

Deixamos aqui um pequeno excerto da sua crítica que pode ser lida na íntegra neste endereço: http://simplesmentemarisa.blogspot.pt/2016/05/de-negro-vestida-de-joao-paulo-videira.html

“Este é um livro que guardarei com o máximo carinho e que não me cansarei de aconselhar, não só às pessoas de quem gosto, como prova do meu afeto, mas também a todas aquelas que precisam de um estímulo para se olharem por dentro e descobrirem se o que vivem é o que realmente querem viver.”